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Otimismo das agências cai, mas ainda supera pessimismo

Pesquisa da Federação Nacional das Agências de Propaganda revela sentimento do mercado

A pesquisa VAN Pro (Visão de Ambiente de Negócios em Agências de Propaganda), iniciativa da Federação Nacional das Agências de Propaganda, a Fenapro, acaba de divulgar os dados referentes ao segundo trimestre de 2019. O levantamento reflete a visão de 194 agências de todas as regiões do país, ouvidas nas duas primeiras semanas de julho.

Com exceção do Centro-Oeste, todas as regiões apresentaram queda de otimismo no curto prazo. Respondendo sobre a expectativa para 2019, as regiões Norte e Nordeste estão entre as mais otimistas (com 66 e 56,4% de otimistas, respectivamente).

A região Sudeste foi das que apresentaram melhor performance no segundo trimestre, contrastando com a região Sul, que mostrou o mais baixo índice de performance e de otimismo com o período futuro. Entre os estados, o mais otimista com 2019 é o Mato Grosso (75%) e os menos animados com o período são Rio de Janeiro e Paraná (33,3%). São Paulo ficou um pouco acima da média Brasil, com 51,2% de otimistas, contra 49,1% do consolidado nacional.

O nível de otimismo com 2019 caiu, mas é válido observar que, em contrapartida, o índice de pessimismo não cresceu significativamente. Ou seja, a maioria ainda prevê um ano melhor ou igual ao anterior.

O quadro de concorrências manteve-se praticamente inalterado, com índices semelhantes aos do trimestre anterior. Quanto aos setores da economia mais promissores, a área de Serviços manteve-se como a mais relevante, seguida do Comércio e do Setor Público.

“Assim como os demais setores da economia, as agências de propaganda ainda esperam movimentações macroeconômicas mais contundentes e mais efetivas para a melhora de mercado. A pesquisa ainda não reflete o resultado da votação da Reforma da Previdência, mas prevemos que o humor deverá mudar mesmo quando acontecerem as medidas que destravarão a economia.", diz Glaucio Binder, presidente da Fenapro.

Desde o início de 2017, a federação começou a coletar dados de empresários de agências de propaganda de todo o Brasil, visando acompanhar trimestralmente o clima para desenvolvimento de negócios e as expectativas do setor ao longo do ano.

Os resultados obtidos nesta mostra foram coletados ao longo das 2 primeiras semanas de julho deste ano e refletem a performance das agências no 2º trimestre de 2019, além das perspectivas para o terceiro trimestre de 2019 e o ano de 2019, como um todo.

 

Ref.: propmark.com.br

 
Toolbox e Cannes Lions RoadShow Agradecimento

 
Jornais de Mídia Brasil

 
O valor da publicidade hoje, em todo o Brasil

Humberto Mendes

Até pouco tempo atrás, era comum profissionais de agencias de todo o Brasil alimentarem a injusta reclamação, isso já era “Fake News”, que “tudo o que acontece de bom para a nossa atividade, só beneficia dois mercados: São Paulo e Rio de Janeiro.

Os demais que se danem...”Entender o que acontecia naquela época, anos 50/60 do século passado, não é muito difícil: as principais indústrias do mundo, de quase todos os segmentos se instalavam em São Paulo, porque  o Estado tinha por exemplo uma grande atividade agrícola, desenvolvida por gente capaz e habituada a produzir todo tipo de insumos, o que gerava um poder de consumo grande para a época, tinha  no Porto de Santos um dos mais importantes do mundo e a produção para o Brasil e para além de nossas fronteiras,  escoava por ali.

O comércio, com suas principais lojas de departamentos, procurava se colocar onde o grande consumidor estivesse, e que não era noutro lugar, que não fosse nos dois Estados. Os laboratórios, cosméticos, alimentos, bebidas, cigarros, turismo etc  ficavam no Rio de Janeiro, que por ser capital do país, era também  a capital cultural. Outro anunciante importante que deveriam ser os governos federal, estadual e municipal praticamente não existiam  e era até “pecado” os governos anunciarem. Havia o medo de serem comparados ao stalinismo, ao facismo e ao  nazismo que grassavam na Europa, ao peronismo da Argentina e até, por que não, ao duro Estado Novo de Getúlio. Esses, sim,  faziam a propaganda propriamente dita.

Nós é que erroneamente, misturamos depois publicidade e propaganda como uma só atividade. Todo esse movimento fazia com que o marketing e todas as decisões relativas à comunicação convergissem para Rio e São  Paulo, que chegaram a ser taxados de “eixo do mal” pelos nossos homens de agência.


Hoje a publicidade brasileira alcançou um patamar invejável entre as melhores do mundo e não podemos deixar de considerar que para isso muito colaborou o incremento de uma grande indústria gráfica, uma forte rede de meios de comunicação e o desenvolvimento dos mais variados tipos de escolas de comunicação e marketing, pesquisas e estudos de mercado, não só nos dois Estados, mas em todo o território nacional.

Com a criação dos Sindicatos de Agências dirigidos por profissionais amplamente conhecedores de seus respectivos mercados e com o desenvolvimento de entidades como Fenapro, ABAP, Sinapros, CENP e outras, o Brasil atingiu um estágio evolutivo, suficientemente  capaz de caminhar com suas próprias pernas, produzindo publicidade com a qualidade exigida para atender todas as necessidades da comunicação em qualquer parte de nosso imenso território.

Vale enfatizar que atualmente neste terceiro milênio que já estamos vivendo, onde já se fala em inteligência artificial, em que as mídias tomam novos  formatos, em que tudo está mudando e tornando insustentável  o que existia em meados do século passado, para se manter ativa, criativa, inteligente e produzindo a qualidade profissional dentro de princípios éticos, profissionais  e morais que a nortearam até aqui, o que a publicidade precisa é contar com a participação de todos os que vivem da atividade, no sentido de mantermos ativo o esforço de suprir a ausência dos valores financeiros que sempre existiram com o ato compulsório de recolher o Imposto Sindical.

Valores que muito  contribuíram  para a manutenção da  atividade profissional de qualidade que temos hoje. 

Assim, capitaneados pela Fenapro, Sindicatos de Agências e outras entidades, estamos todos empenhados em não perder a relevância que fez e continua fazendo da publicidade uma atividade ética, honesta e colaborando com o progresso do país.


Usando da prerrogativa que os  meus mais de sessenta anos vivendo da publicidade me facultam, tomo a liberdade de convidar a todos a participarem do esforço nesse sentido.

Muito obrigado

Humberto Mendes

VP Executivo FENAPRO

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